Povo Curdo

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ATIVISMO: s.m.Transformação da realidade por meio da ação prática; doutrina ou argumentação que prioriza a prática efetiva de transformação da realidade em oposição
à atividade puramente teórica. Militância; a efetivação dessa doutrina ou dessa argumentação, através da defesa de uma causa ou da transformação da sociedade por meio da ação e não da especulação.
[Literatura] Género literário cujo conteúdo é político; literatura engajada.Política. Propaganda que defende os ideais de uma religião, ideologia, partido político etc.

Povo Curdo

A questão curda estabelece-se na luta dos curdos pela constituição de seu próprio país. Atualmente, eles formam a maior etnia do mundo sem uma pátria territorial estabelecida

“O povo curdo, segundo relatos históricos, habita a região que denominam por Curdistão há cerca de 2600 anos. No ano de 612 a.C., eles teriam conquistado a cidade de Nínive, mas foram derrotados, mais tarde, pelo Império Persa no ano de 550 a.C. Tempos depois, possivelmente no século VII d.C, os curdos converteram-se em massa ao islamismo e passaram a se guiar pelos valores e leis do Alcorão.

Até a Segunda Guerra Mundial, os curdos habitavam áreas correspondentes ao que era os Impérios Turco-Otomano e Persa, respectivamente. Atualmente, habitam os países sucessores ou herdeiros desses impérios, com destaque maior para o Iraque e a Turquia, onde seus gritos por independência foram duramente reprimidos. No território iraquiano, a maior onda de violência aconteceu durante o governo de Saddam Husseim, que reprimiu duramente todo e qualquer ativismo curdo, incluindo o uso de armas químicas nos anos 1990. Na Turquia, ainda nos dias atuais, os curdos são duramente reprimidos em suas manifestações pelo Estado, e a comemoração de suas datas nacionais e o ensino da língua curda – oindoirani e alguns outros dialetos – nas escolas são vedados.

Em resposta às duras repressões, os curdos organizaram-se em diversos grupos armados ligados ao PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos), reconhecidos como terroristas, que atuam muitas vezes por meio da ativação de carros-bombas e atentados públicos contra os governos, principalmente na Turquia e, mais recentemente, na crise da Síria. Essa instabilidade e a dura repressão do governo turco em relação os curdos são, inclusive, uns dos entraves que o país possui para conseguir sua entrada na União Europeia, que não admite governos tidos como antidemocráticos e que violam os direitos humanos.

Os curdos estão na linha de frente de vários conflitos e disputas territoriais geopolíticas no Oriente Médio. No Iraque, por exemplo, eles vêm formando a principal linha de resistência que impede a expansão do grupo terrorista Estado Islâmico, que pretende constituir um Estado regido pela sharia (lei islâmica). Já na guerra civil da Síria, embora boa parte dos curdos tenha optado pela neutralidade, alguns deles formam grupos que atuam contra o governo de Bashar al-Assad e também contra alguns grupos jihadistas que tentam tomar o poder no país, em uma complexa disputa geopolítica.

A atuação dos curdos no Iraque – primeiramente contra Saddam Husseim e depois contra o Estado Islâmico – foi de grande utilidade para garantir a eles uma relativa autonomia na região norte desse país, porém ainda muito distante da tão sonhada independência e constituição inicial de seu território. Nesse país, a maioria dos curdos é de orientação sunita (menos radical), que compõe cerca de 17% da população de todo o Iraque, ao passo que os curdos xiitas integram apenas 1%.

O que falta para a constituição de um Estado Curdo?

Aparentemente, os curdos estão longe de constituir o seu próprio Estado. Primeiramente, a atuação do grupo PKK, considerado terrorista por muitos países, dificulta o reconhecimento da luta desse povo no contexto internacional. Em segundo lugar, cabe destacar que o território reivindicado, além de fazer parte de seis países, contém uma série de recursos naturais e nascentes de águas, isso em uma região onde esse recurso é extremamente escasso, o que faz com que os países apresentem uma forte resistência. Por fim, a falta de influência política dos curdos e o desinteresse das potências ocidentais colocam a luta curda em um plano secundário na Geopolítica do Oriente Médio.”

Por Rodolfo Alves Pena in http://brasilescola.uol.com.br/geografia/questao-curda.htm

Curdos na Síria

“Não se sabe exatamente quantos curdos vivem na Síria, mas são mais de 10% da população (considerando-se a população do país antes do início da guerra civil, em 2011). Desde então, os curdos tiveram sucessos militares surpreendentes e conseguiram criar três regiões por eles administradas.
O Partido da União Democrática (PYD) é a principal força política entre os curdos sírios. O PYD surgiu em 2003, apoiado pelo PKK, como uma espécie de partido irmão. O PYD é de orientação secular.
O PYD tem um braço armado: as Unidades de Proteção Popular, conhecidas pela sigla YPG. As milícias do YPG são fortemente ligadas ao PKK. Elas lutam no norte da Síria e são o principal parceiro da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico.
As YPG controlam hoje boa parte da região de fronteira da Síria com a Turquia. Na batalha por Kobane, por exemplo, as milícias do YPG expulsaram os jihadistas do EI da cidade, com a ajuda dos ataques aéreos da coalizão internacional.”

Por http://zip.net/bqrJ5z

“A revolta curda na Síria ou conflito no Curdistão sírio é um conflito armado que está a ocorrer atualmente na Síria por parte da população curda desse país contra o governo de Bashar al-Assad e contra grupos jihadistas que atuam no seu território, no contexto da Guerra Civil Síria.
Durante a Guerra Civil Síria, os curdos têm, principalmente, permanecido em neutralidade, mas os militantes curdos se enfrentaram esporadicamente com as forças do governo sírio e com o Exército Livre Sírio sobre o controle no norte e nordeste da Síria.
Ao fim de 2013, facções extremistas começaram a combater tanto militantes da oposição, quanto soldados do governo sírio. O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante lançou-se então em várias ofensivas e tomou enormes porções de territórios no Iraque e na Síria. Em meados de 2014, começaram a lançar ataques em larga escala contra o Curdistão iraquiano e sírio. Na Síria, os combates deixaram centenas de mortos e ondas de milhares de refugiados. Aviões dos Estados Unidos e de nações árabes lançaram ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico na região curda. A violência na região se intensificou e a situação humanitária se deteriorou.”

“Conflito no curdistão sírio” in https://pt.wikipedia.org

 

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